A natureza não é um lugar para se visitar. É a nossa casa!

Começo esse texto com essa frase do poeta Gary Snyder: “Nature is not a place to visit. It is home.”,  para chamar a atenção da importância do contato com a natureza. Pode parecer clichê, mas a natureza é essencial!

Tá, mas isso significa que precisamos largar nossas casas na cidade e ir morar na natureza?

Claro que a resposta é não, se você fizer uma pesquisa rápida no Google sobre os benefícios da natureza, serão centenas de resultados e você verá que muitos deles falam que bastam poucos minutos por dia ou por semana de contato para você começar sentir as mudanças.

Não vou apontar aqui sobre as nossas correrias do dia-a-dia, a rapidez do crescimento dos centros urbanos e consequentemente o distanciamento do que um dia já foi a “nossa casa” com mais frequência.

Tirando aqueles privilegiados que nascem, se desenvolvem e fecham o seu ciclo de vida mais próximo do verde e do campo. A grande maioria de nós, por exemplo, passamos a maior parte do nosso tempo em casa, apartamento e escritórios. Muitos desses espaços com muito pouco ou nenhuma área verde.

São vários os benefícios citados pelos pesquisadores sobre estar mais próximo da natureza, como por exemplo: Melhoras significativas na saúde física e saúde mental, redução de estresse, melhoras na concentração e etc.

Quero apontar meu preferido: Perceber os sons da natureza e sua calmaria.

Muitos podem pensar que é fácil, basta fazer uma caminhada ou piquenique na mata ou parque e escutar os pássaros e outros bichos. De fato, certos sons são muito mais fáceis de se perceber ou conhecidos por nós quando estamos na natureza. Um bem-te-vi cantando no alto de uma árvore, uma vaca mugindo num pasto próximo, um grilo na grama próxima ou uma seriema ao longe.

Mas você consegue parar e prestar atenção em quantos sons diferentes estão ao seu redor?

Quantos barulhos diferentes de grilos, por exemplo, você consegue perceber? Sons de outras aves como um gavião? E os sons noturnos então, já percebeu como ao cair da noite a natureza se transforma numa outra orquestra totalmente diferente daquela que ocorreu durante o dia? Corujas, sapos, rãs, pererecas, grilos e etc.

Ir para a natureza é fácil, sentir a natureza e todos os seus detalhes requer algo a mais.

Você precisa se concentrar e prestar a atenção à sua volta com mais dedicação. 

Com a nossa agitação do dia-a-dia isso não é tão simples assim. Demorei tempo para perceber isso.

Isso significa muitas vezes ficar em silêncio e focar em sua volta, ou seja, parar com aquele assunto sem fim com a pessoa ao lado, que muitas vezes estão falando coisas do seu dia-a-dia agitado. Não ficar o tempo todo mexendo no celular, desligar aquela caixinha de som que você achou que seria legal levar para a natureza, etc.

Muitos vão para a natureza e se comportam como se tivesse numa praça de alimentação do shopping, por exemplo. Não param de conversar, falam muito alto, sempre muito agitados e ao final do passeio, voltam para suas casas e nem se dão conta que não sentiram a natureza. Excetos aqueles que voltam com picadas e reclamando dos insetos. 

Ou seja, só fizeram o que estão acostumados a fazer em um local diferente, mais aberto.

Perceber a natureza e o que está em volta, nos ajuda a relaxar, a respirar e a ir com calma.

Percebemos que fazemos parte de tudo aquilo.

Perceber que fazemos parte, aprendemos a dar valor.

Aprender a dar valor, aprendemos a respeitar.

Aprender a respeitar, aprendemos a proteger a nossa casa.

Na próxima vez que você for para a natureza, preste atenção em você e como se está nela.

Tente perceber o que está a sua volta. Faça uma lista de coisas que antes você não notava e agora passou a notar.

Depois volte aqui e me conta como foi…

Você vai se surpreender!

Henrique Winckler

Analista de sistemas.

Pai, marido e apaixonado por aventuras.

Acredita que se aproximar da natureza é se aproximar de Deus.

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